Quando eu tinha 5 anos...

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Já faz um bom tempo que não apareço por aqui, nem sei exatamente quanto tempo faz, só sei que, toda vez que eu entrava no blog, pensava: "preciso voltar". E nunca voltava. Então acho que esse é um bom momento.

Quando eu tinha cinco anos, fui dama de honra do casamento de uma pessoa muito importante para mim. Ela sempre foi uma referência, era o tipo de pessoa que eu admirava e queria parecer quando crescesse.

Ela fez Direito e eu dizia que também faria Direito. Ela se casou aos 23 anos e eu dizia que também me casaria aos 23.

Naquela época, eu nem fazia ideia do que era casar, eu só sabia que queria ter uma vida parecida com a dela porque ela era um exemplo pra mim.

Hoje tenho 23 anos.

E vou me casar.

Quando parei para pensar nisso, achei engraçado, eu não passei a vida inteira tentando cumprir uma promessa que fiz quando era criança, mas algumas coisas simplesmente acontecem. A vida vai tomando um rumo e, quando você percebe, está vivendo algo que imaginava muitos anos atrás. Muita coisa mudou desde a última vez que escrevi aqui, e acho que esse é o principal e eu queria muito vir aqui contar pra vocês.

Estou aqui nesse lugar desde os 16 anos, vocês me viram iniciar a faculdade, e agora estou planejando um casamento. Se alguém tivesse me contado isso há alguns anos, eu provavelmente responderia: "Nossa, já?"

Quero voltar a escrever porque gosto de registrar as fases da minha vida, gosto da ideia de poder voltar aqui daqui a alguns anos e lembrar do que eu estava pensando, do que estava vivendo e de quem eu era.

Então esse post é meio que um aviso de que eu estou de volta. Provavelmente vou falar sobre casamento às vezes, porque é impossível não falar de uma fase tão importante, mas também quero falar sobre ideias que aparecem do nada, dias bons, dias ruins e qualquer outra coisa que faça sentido registrar.

Se você ainda passa por aqui depois de tanto tempo, obrigada por continuar, e se chegou agora, seja bem-vindo. Acho que estamos começando uma fase nova juntos.

Ah, e não somos mais Romashka, agora somos Depois da Chuva e não tem layout novo porque eu perdi a prática :c

Por que anoto coisas que nunca vou usar?

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Tenho blocos de notas que dariam um bom estudo antropológico. Metade das ideias eu nem lembro de onde vieram, e a outra metade eu jurei que seriam geniais e não são.

Anoto coisas o tempo todo. Não só ideias boas, que merecem ser salvas do esquecimento, mas também ideias aleatórias, suspeitas, quase constrangedoras. Anoto palavras bonitas, títulos de textos que talvez eu escreva, talvez não, frases que ouvi na rua, pensamentos, sentenças que parecem ter vindo de alguém mais inteligente que eu, mas que infelizmente saíram da minha cabeça mesmo.

E por que anoto? Ah, várias razões, mas acho que nenhuma delas realmente útil.

Isso não é birra, é acúmulo de função

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Sabe quando você entra numa empresa pra fazer uma coisa… e do nada querem que você faça duas, três, como se fosse super normal? Pois é. Foi exatamente isso que aconteceu comigo.

Meu cargo é no setor jurídico. É isso que estudei, é pra isso que fui contratada, é onde eu me encontro profissionalmente, mas em certo momento, veio a ideia (não sei de quem, sinceramente) de que eu poderia cuidar também da ouvidoria. Tipo: “ah, você já está aí mesmo, não custa dar uma olhada nisso também.”

Só que custa sim.